Molter e Associadoshttp://www.molter.com.brMolter e AssociadosUm ano de provaçõeshttp://www.molter.com.br/blog.asp?post=39

O início de 2012 confirma as percepções dos desafios crescentes e contínuos que as empresas terão pela frente para cumprir as suas metas. Definitivamente ficaram para trás os bons tempos (que nos acostumaram muito mal), em que bastava ter um produto de qualidade, com um preço definido pelos custos internos, e uma equipe de representantes de venda.  Comunicação, quando muito, um outdoor aqui e acolá, o que aliás é chamado de “marketing”. Este conjunto de práticas conduzirão o negócio  para a “vala comum” dos que vendem preço e sério candidato a manter ativa a lei “darwiniana”.

Penso que não existem mais dúvidas da transformação que estamos vivendo. Como consumidores estamos sendo surpreendidos e de certa forma maravilhados com um conjunto de opções de produtos importados, com ênfase na linha automotiva e de eletroeletrônicos. Quem diria que um dia fossemos ter dúvidas na compra de um produto por ter uma opção Koreana ao lado da nossa marca preferida, com design arrojado e conjunto tecnológico e de atributos imbatíveis. Eles nos fizeram mais felizes, estimulando o aumento do padrão de qualidade dos produtos das nossas marcas, e por isto estão ocupando um espaço generoso nos lares e nas nossa vidas.  Mas existe sempre os dois lados do balcão. Na outra ponta sofremos a concorrência na nossa indústria têxtil, moveleira e de calçados, pelos mesmos players que nos trazem tanta satisfação como consumidores. Estes três segmentos estão colhendo resultados nada animadores, com taxas negativas de crescimento, enquanto que a indústria, segundo as estimativas que serão confirmadas pelo IBGE, praticamente parou de crescer.

É perda de tempo discutir tanto a China e todos os países que derramam os seus produtos por aqui, assim como  criticarmos a nossa precária infra-estrutura, sistema tributário, etc., etc., etc... Estes países que competem conosco exerceram as suas opções estratégicas e são eficazes na execução há muito tempo. De outra parte, o nosso país, tem o seu ritmo próprio que já conhecemos para avançar no tema de casa. Se começarmos hoje, vamos levar algum tempo para chegar onde estas nações e concorrentes já estão.  E quando chegarmos lá, eles estarão bem mais adiante, pois o sistema de educação, que é fundamental para acelerar o crescimento é insipiente no nosso meio. A nossa única opção séria, que aliás nem precisou ser exercida, é da exploração da nossa terra e dos nossos recursos naturais, vendendo as nossas commodities, empregando o mínimo de valor. É justo reconhecermos o desenvolvimento do nosso setor agropecuário e a nossa capacidade negocial e exploratória dos recursos naturais. Mas no mais para por aí. Estas são realidades presentes e indiscutíveis. Nós, da indústria da transformação, não devemos mais colocar energia no indiscutível, nas realidades presentes que não serão alteradas. 

O que cabe como  empresários da indústria, varejo ou serviço é encarar os desafios de frente e ter um entendimento e uma atitude correta frente à situação, fazendo as escolhas dentro do que está a nossa mão. Vão aí três máximas e constatações:

1. O concorrente é a mais poderosa das FERRAMENTAS do processo mercadológico e de nossa  transformação.

Os benefícios que estamos usufruindo como cidadãos e consumidores são provenientes deste processo. Como empresários, é necessário internar uma característica de mobilidade e capacidade de adaptação, que o brasileiro têm de sobra.  Se quiser ficar ao lado de casa e olhar para o umbigo, procure outra coisa para fazer enquanto tiver um residual patrimonial. Se colocar o mundo como seu “terreiro”, a conversa já é outra. Se ainda você tiver estratégia, inovação desenvolvida e o emprego das ferramentas de gestão, a conversa é bem outra. Mesmo que entender que o seu esforço está chegando ao limite do possível, busque um pouco mais. Operar no limite superior será o natural daqui por diante. Certamente você já escutou de algum técnico  falar logo após a derrota da sua equipe que  “o time não jogou no limite e por isto perdemos”. Somos uma equipe que precisa se superar continuadamente”.  Será assim nas nossas empresas.

Num mercado carente, que precisava de tudo, justificativas ancoradas no ambiente interno bastavam para sustentar projeções elevadas de crescimento. Pouca relevância foi dada ao ambiente de competição, nem ao menos um  olhar no entorno do  negócio. Todos cresceram, e o desafio consistia em abocanhar uma fatia do mercado com mais velocidade que o seu vizinho.  Mas isto já não existe mais. O cenário e movimentos recentes recomendam um OLHAR CONTÍNUO no concorrente e uso de INTELIGÊNCIA mercadológica. O concorrente é a ferramenta mais poderosa para impulsionar o seu crescimento. Mas não chega somente ser um seguidor. É preciso ter inovação.

2. Não cresceremos mais tanto.

Ficou claro no final de 2011 o assentamento econômico, fato que impactamos nos planos que realizamos para os nossos clientes. No Brasil, o crescimento antes ancorado no aumento do crédito e necessidades reprimidas do consumidor, não acontecerá mais com a mesma intensidade. O consumo se ampliará em bases reais, com o crescimento da renda nominal das pessoas. Ingressamos num ciclo de crescimento moderado. Economicamente estamos com uma “demanda satisfeita” e são raros os espaços que não foram ocupados. Se a sua empresa projetou para o ano algo maior do que a inflação, procure encontrar uma resposta para o que será feito diferente e melhor do que ele para justificar este propósito de busca de share de mercado. Lembre-se que vai ter que conhecer muito, ter uma proposta de valor realmente diferenciada e por que não, correr riscos da aposta. Não são somente os produtos de telefonia, automotivos, eletrônicos e todos aqueles dos quais auferimos os benefícios reais como consumidores que estão sujeitos à lei do mercado. Vale para todos nós.

Se você se acostumou a crescimentos agressivos, repense e reveja as suas previsões. Ainda há tempo de refazê-las para evitar uma trombada. O desejo de expansão acelerada passará invariavelmente por aquisição ou uma inovação que determine um upgrade na sua proposta de valor.

3. As pessoas, no papel de consumidores, evoluíram muito.

Existe uma mudança efetiva de comportamento dos consumidores que aprenderam a utilizar de forma moderada o crédito e estão controlando mais os seus gastos. A oferta abundante do varejo, promoções contínuas e mecanismos avançados de pesquisa e compra pela internet ajudaram a criar a sua maturidade. Pescar o consumidor com promoções para estimular os seus impulsos, é importante, mas lembremos que ele aprendeu a esperar a melhor oportunidade para fazer um bom negócio.

É certo que será um ano de provações e de avanços pela experiência que adquiriremos na condução dos nossos negócios. As evidências são de que seguiremos a nossa evolução com mais prudência e mais controle. Existe certeza de que, com muita inteligência e trabalho, nos adaptaremos e aprenderemos a demarcar o nosso espaço.


Estado da arte para o novo anohttp://www.molter.com.br/blog.asp?post=36

A ordem natural do ser humano é a evolução contínua. Estamos inseridos em um mundo de constante mudança provocada pelo homem, que é o agente estimulador e ao mesmo tempo procura se ajustar aos seus efeitos. Nada menos do que a lei de ‘causa e efeito’ em pleno funcionamento.

Estamos ingressando em um novo ciclo de desenvolvimento onde os protagonistas dos negócios incorporaram novos conhecimentos de gestão com o ensinamento adquirido no exercício do livre mercado.

No ambiente de competição não sabemos mais ao certo qual é o nosso competidor. Todos competem entre si. Em um momento desafiante como o presente, precisamos de competências singulares para concorrer apresentando DIFERENCIAÇÕES substanciais que transcendam em muito as produzidas pelo método tradicional.

É certo que o mundo continuará se transformando, e o que vem pela frente não é diferente da modelagem conhecida. De semelhante modo, podemos ter convicção da permanência de alguns processos contínuos e determinantes para o nosso sucesso, entre eles está a MUDANÇA, de certa forma assimilada, e a INOVAÇÃO como único modo de adquirir relevância e estatura no mercado.

Para este novo ciclo de progresso buscamos inspiração na arte, mais precisamente nas obras do artista plástico Flavio Scholles. Ele é gente nossa, com linguagem e conhecimento universal, que consegue de forma brilhante materializar o seu pensamento, suas visões, e contrapor com a sua história.

Scholles, com a sua capacidade e seu trabalho, é uma fonte segura de inspiração, cujos atributos visualizamos como essenciais para os ambientes que tem o propósito de modelar o novo. Estes ambientes são referenciados pela promoção das pessoas, sua elevação, trazendo-as ao estado pleno e único de desapego para estimular a INOVAÇÃO. Assim, criaremos DIFERENCIAÇÕES importantes às nossas organizações, capazes de transcender as fronteiras definidas pelo nosso padrão mental, bem como a maneira corrente de pensar.

Encontramos presente nas motivações das obras de Scholles temas como MUDANÇA e INOVAÇÃO, reproduzidos nas telas, assim como Ruptura, História, Êxodo, Consumo, Sociedade, Crenças, Legado, e Futuro.

Esperamos que a arte possa ampliar sua visão no mundo dos negócios e ajude a tomar as melhores decisões. Que 2012 seja um ano de prosperidade e sucesso. Estamos ao seu lado para esta nova caminhada.

Atenção ao sinal amarelo (Parte 2)http://www.molter.com.br/blog.asp?post=35

Não é nada fácil manter equipes de gestão equilibradas – aceitando de forma consciente perfis que continuadamente lancem alertas sobre eventos aparentemente improváveis que possam impactar no negócio, assim como manter e estimular ambientes que trabalhem com base em cenários alternativos. 

O grau de maturidade de uma organização se mede por um espaço que ela concede para escutar o resultado de estudos e propostas alternativas que desviem de possíveis percalços.  A natureza do ser humano é dar ouvidos a fatos positivos que estimulem um ambiente de prosperidade. O pessoal não suporta escutar a turma que só “visualiza problemas, pensa negativo e coloca empecilhos”, especialmente quando se está navegando em céu de brigadeiro. As pessoas querem saber de cumprir a meta que usualmente está ao seu alcance, e não querem distância de qualquer sinal de perigo a vista. A rigor, ninguém gosta de dar ouvidos ao que está ausente. O foco é ao que está presente.

Por mais apurada que seja a estratégia, ela não é uma certeza, mas sim, uma formulação de hipóteses baseadas em um estudo de cenários, fatos, concorrência e pesquisas. Nestas ocasiões, é comum contemplar cenários estratégicos alternativos. Mas justamente por ser comum, ela é adotada também pela maioria do mercado e, sobretudo, dos concorrentes. Estar à frente no mercado consiste em fazer apostas com diferencial competitivo e ter coragem para assumir alguns caminhos alternativos a serem trilhados diante de fatos improváveis. As circunstâncias que envolvem o ambiente de planejamento são usualmente de maturidade insuficiente, e por isso não favorecem a legitimação de  situações diferenciadas. Alguns agentes da organização devem assumir o compromisso de contribuir com sua visão periférica e identificar situações que possam determinar perdas para a organização, ou mesmo possibilidades de explorar oportunidades não visualizadas.

Estamos em um mundo que coloca foco em previsões, e que definiu a sua atração pela análise quantitativa. Existe uma certa previsibilidade por parte dos CEOs nas estimativas do crescimento econômico, nas previsões trimestrais detalhadas de crescimento e lucro realizadas nas empresas de capital aberto. Os modelos mais encaixados conseguem por um longo tempo ter uma assertividade que é precificada com muita antecedência pelo mercado de capitais. É uma obsessão que se retroalimenta até que uma trombada faz despencar o preço das ações, causando as tão freqüentes oscilações e o efeito manada generalizado. Assim, o circo está armado com uma porção de especialistas de plantão que auferem vantagens substanciais pelo sobre e desce que já faz parte das próprias previsões.  E assim acontece em todos os campos da ciência humana. Todos os fatos impactam na estratégia e no dia-a-dia da gestão, em que no campo do real qualquer objetivo que “não dá para ser medido não serve”.

Na teoria apresentada no livro “Cisnes Negros”, do autor Nassim Nicholas Taleb, podemos ver que toda esta obsessão não nos levou muito longe. Os economistas, com toda a sua competência, não conseguiram prognosticar o mais catastrófico dos eventos dos últimos 20-30 anos. Em nenhum outro momento a economia encolheu tanto e ninguém foi capaz de fazer esta previsão, enquanto uma simples análise primária da economia americana poderia detectar que estávamos muito próximos de um sistema que efetivamente ruiu. A recessão não foi prevista, assim como os erros se repetiram nos modelos quantitativos e científicos utilizados para prever a forma de recuperação das economias. Poucas empresas, instituições governamentais e não governamentais, não têm quase nenhum preparo para prognosticar eventos improváveis, que não se encaixam em um padrão normal.


Pense como incorporar em algum nível e ambiente de sua organização a possibilidade de leitura destes eventos improváveis. Se não acertar, pelo menos você estará melhor preparado para enfrentá-los.

 
Um dia Albert Einstein disse...http://www.molter.com.br/blog.asp?post=34

...ao ser questionado sobre o sucesso da sua pesquisa: “Apenas faço perguntas que qualquer criança faria”.  A sua curiosidade, e porque não dizer a vontade de saber tais respostas, me fez pensar em várias outras perguntas que, de fato nem toda criança faria, mas, acima de tudo relacionada a essa bendita gestão (desculpe aos gestores de plantão).

Não estamos cegos em gestão? Preocupados com o controle, com os indicadores, com os planos de ação, se o Sistema de Gestão é de uma empresa globalmente reconhecida, se os gestores estão capacitados com 25 MBAs cada, enfim, sobrecarga conceitual.

Será que estamos fazendo as perguntas certas e tomando decisões certas? Vamos avaliar alguns casos ou até mesmo mitos:

Temos todos os indicadores definidos, inclusive, o indicador que mede a capacidade de produção versus a eficácia comercial versus o produtório da participação do representante multiplicado por 1”. Não está na hora de olharmos o básico? Pararmos de inventar a “roda” e executar?

“Aqui na Empresa estamos fazendo um trabalho de redução de custos”. Desconheço uma empresa que não o faça, então, porque focar em algo que já é da realidade de qualquer ambiente e não fazer uma pergunta simples: Porque não pensamos em aumentar a receita?

“Estamos implantando um Sistema de Gestão mais caro e da maior empresa de TI do mundo”. Salvo um estado caótico do Sistema de Gestão, será que precisa ser a solução mais cara e da maior empresa de TI do mundo? Não podemos aprender com as lições e melhorar o que temos? Afinal de contas, somos capazes!

Nossa equipe é a mais capacitada e com tecnologia de ponta”. Será que a equipe está motivada? A maioria dos gestores desconhece a motivação do seu subordinado. Será que não precisamos trabalhar o motivacional de cada pessoa para dar esperança e alegria?

“Temos reuniões de análise três vezes por semana e, ao final do mês, várias reuniões para analisar o que aconteceu”. Reuniões são importantes, porém, é necessária tanta reunião? Autópsia de números todos fazem! Não está na hora de trabalharmos durante o mês para não termos surpresas?

“Estamos com a Estratégia definida até 2020 (e olha que estamos em 2011)”. Essa é a minha preferida, pois, será que precisamos visualizar os próximos 10 anos se não conseguimos nem trabalhar corretamente no presente? Óbvio que a Estratégia é importante, mas sejamos práticos: Estratégia sem Execução não existe! Porque não deixamos claro nosso plano de execução para atingir os objetivos?

“Trabalhamos com a metodologia do PDCA”. Porque ignoramos, na maioria das vezes, o “A”? A metodologia é completa e todos nós utilizamos de alguma forma, porém, o Agir (ACT) perde força na hora de iniciarmos as atividades. Talvez, um dos motivos é por ela estar no fim do diagrama (momento lúdico). Mostra o nosso talento para criar e não executar!

•  “Temos todo o controle operacional, as melhores ferramentas para gerar resultado e estamos à frente do concorrente”. Qual o preço para estarmos à frente? Será que o concorrente vê dessa forma? E o Cliente? Sou do tempo que se fazia gestão com papel e caneta, então, será que não está faltando humildade para repensarmos os nossos modelos atuais de gestão? Ou não somos humildes tecnicamente para aceitarmos que esse modelo não serve?

“Aqui temos as melhores práticas de gestão do mercado”. Essa é outra frase favorita, pois não devemos pensar justamente ao contrário? Fazer diferente?

Albert Einstein dizia, também, que: “Toda pesquisa é baseada na idéia de que tudo o que acontece é determinado por leis da natureza e, portanto, isso também se aplica aos atos das pessoas. Por essa razão, um cientista dificilmente tenderá a pensar que os acontecimentos possam ser influenciados por uma oração, ou seja, por um desejo expresso a um ser sobrenatural”.

A brilhante frase acima mostra que precisamos caminhar para ter respostas singulares e que tenham sempre a dimensão humana e racional equacionada. Fazer perguntas simples e procurar, acima de tudo, respondê-las. Humildade, pois é a única base sólida de todas as virtudes, já dizia Confúcio.

Penso que nossas vidas estão sempre equacionadas em função do tempo, das nossas oportunidades e das nossas escolhas. Sejamos SIMPLES, HUMILDES e, acima de tudo, EXECUTORES dos nossos propósitos.

Kaizen na atualidadehttp://www.molter.com.br/blog.asp?post=33

“A busca da excelência não deve ser objetivo, e sim um hábito”

Aristóteles


Kaizen é um palavra de origem japonesa:  KAI = mudança, modificar, melhorar + ZEN = bom, virtude, que juntas significam melhoria continua. Essa filosofia iniciou em 1948, no Japão, inspirada por pensadores norte-americanos (Feigenbaum, Deming e Juran), derivando-se em 1962 nos primeiros Círculos de Qualidade, predecessores das atuais Equipes de Melhoria Contínua.

As atuais Equipes de Melhoria Contínua que atuam atualmente nas organizações que aprenderam a usar a filosofia da qualidade total como uma forma de sucesso empresarial superam, em muito, o conceito inicial dos Círculos de Qualidade japoneses. Uma vez que a formação multidisciplinar dos seus integrantes permite abordar os problemas críticos das organizações de forma organizada e sistemática, na busca de soluções.

No mundo atual, praticamente não existe empresa importante que não tenha um sistema ou equipes de melhoria, utilizando diversas variações derivadas da mesma metodologia.

Com a dinâmica das mudanças nos cenários empresariais e a necessidade da constante inovação nos processos internos, os grupos de melhorias ampliaram o escopo de seus objetivos e estão representados em grupos gestores, comitês de administração e outras denominações, que envolvem, em sua maioria, a participação de colaboradores de um nível mais alto do que aqueles que eram inicialmente objeto deste tipo de dinâmica.

A partir disto, a metodologia de análise dos problemas e o conhecimento da informação correta e em tempo também se tornaram mais relevantes. Com um grupo mais critico, ferramentas de gestão que encurtam discussões sem prejudicar a qualidade das decisões estão sendo adotadas em conjunto com sistemas de controles de indicadores visuais. 

Veja a seguir algumas dicas para o desenvolvimento de um grupo de melhoria:

1 – Trabalhar preferencialmente com os indicadores sugeridos pela diretoria. Desta forma, o grupo recebe mais apoio para a execução das melhorias sugeridas e tem o seu trabalho reconhecido;

2 – Ter uma Equipe Multidisciplinar, mas relacionada com o tema. Procure reunir pessoas de áreas ou unidades diferentes, porem com conhecimento sobre o assunto que será abordado. Os grupos de melhoria devem ser flexíveis, mudando os seus integrantes à medida que muda o tema a ser abordado;

3 – Conhecimento claro da meta. Certifique-se de que todos os envolvidos tem conhecimento sobre o indicador se será tratado e como ele se calcula / registra;

4 – Estabeleça um ritmo. Determine uma estrutura de reuniões periódicas com horários pré-definidos;

5 – Estabeleça uma metodologia de trabalho. Use ferramentas de gestão e formulários adequados para identificar problemas na sua raiz, definir prioridades e traçar planos de ação;

6 – Monitore o desempenho. Avalie se as ações estão causando um efeito positivo sobre o   indicador após implementação das ações de melhoria. Em caso negativo, repita o processo; em caso positivo, passe ao próximo problema.

O importante nesse processo é não nos desviarmos do propósito inicial do grupo, que deve ser sempre o de melhorar algum ponto especifico, sem perder-se no meio de lamentações sobre a política tributária ou a concorrência desleal. É preciso foco, e este deve estar claro a todos os membros da equipe.

Como podemos perceber, parece tudo muito lógico e aparentemente fácil, mas a realidade é outra. A dificuldade de gerar um processo contínuo de gestão pelas empresas é grande e, verdadeiramente, poucas incorporaram o exercício por inteiro. No entanto, o caminho em busca da excelência invariavelmente passa por aí. Tente, que vale a pena.

Para ganhar, pare de perder!http://www.molter.com.br/blog.asp?post=32

Ao final da década verificou-se que a economia mundial apresentou sinais de reflexão. Este fato é evidenciado nas crises ocorridas por diversas potências mundiais e a retomada lenta das mesmas diante dos anos que se seguiram ao choque do ano de 2008.

Vários foram os artigos que mencionaram que a solução para esta pausa no crescimento e a retomada dos resultados estava na avaliação interna -“olhar para dentro da organização” - nos processos produtivos, nas plantas industriais, na busca pela eficiência.

Aperfeiçoar e racionalizar os processos, utilizar os recursos de forma mais eficiente, aproveitar cada segundo da fábrica na agregação de valor e eliminação das perdas são os pilares do Sistema de Produção Enxuta (Lean Manufacturing) e conseqüentemente a sustentação de projetos que visam à melhoria contínua da organização.

É diante deste cenário, da busca incessante pela eficiência e aproveitamento ao máximo dos recursos disponíveis que devemos realizar a premissa de eliminar toda e qualquer fonte de desperdício. Portanto, para que possamos fazer de 2011 um marco na busca no alcance de nossas metas, é imprescindível avaliarmos os nossos processos. Enxergar neles todo e qualquer ponto de perda, pois muitas vezes não são necessários grandes investimentos, e sim uma avaliação de onde estão os pontos que geram as nossas perdas, e nos distanciam dos nossos alvos.

O Sistema Toyota de Produção nos apresenta um ponto de partida: a análise e estudo na busca pela eliminação das Sete Perdas. Segundo Taiichi Ohno (um dos mentores do Sistema Toyota de Produção), é possível separá-las em tipos, devido às suas características e assim utilizarmos técnicas para eliminá-las.

 Perda por Superprodução
 Perda por Espera
 Perda por Estoque
 Perda por Movimentos
 Perda por Processamento
 Perda por Transporte
 Perda por Fabricação de Produtos Defeituosos

Entretanto, não existe receita pronta para eliminarmos as perdas dos nossos processos, existem sim metodologias e ferramentas que farão o apoio a esta tarefa. Acredito que o pilar principal para o sucesso esteja na disciplina e atitude. A disciplina de mapear, monitorar os processos por meio dos indicadores e a atitude de agir na intervenção da correção dos procedimentos avaliados.

Enfim, para GANHAR o jogo em 2011 – acredite - pare de PERDER cada segundo do dia em retrabalhos, atrasos, produtos defeituosos, estoques desnecessários, movimentações inúteis. O tempo é um dos nossos mais preciosos bens, saibamos aproveitá-lo!

Atenção ao sinal amarelo (Parte 1)http://www.molter.com.br/blog.asp?post=31

Nas empresas com sistema de gestão aperfeiçoado,  o que importa é cumprir a meta e assim as lideranças fazerem a entrega do resultado para o acionista. Toda a gestão está ligada o tempo inteiro no sinal verde. No descumprimento do objetivo, prontamente é acionado o sinal vermelho, ensejando toda uma prontidão e planos de ação para recolocar o processo a sua normalidade.   No semáforo da gestão não existe sinal amarelo: ou a meta é batida e o sinal é verde, ou é vermelho, no caso em que ela não foi batida e a entrega não aconteceu a contento.

Verdadeiramente as empresas e os organismos equivocamente ignoram o sinal amarelo, que é o mais importante deles para a gestão. A sua leitura em tempo hábil,  com a capacidade de análise de tendências, junto com a existência de um sistema e capacitação para evitar que o problema aconteça é uma ferramenta fundamental para as empresas e estado terem êxito na condução dos seus processos e/ou negócios. Alcançar um desempenho 1% superior a meta usualmente é positivo e merece celebração. Talvez sim. Se existe um longo histórico dentro deste limite, podemos efetivamente concordar que é um processo regular. No entanto se este evento é precedido de um desempenho com queda contínua e sua aproximação do centro da meta, fica identificado o sinal de alerta. Atenção ao sinal amarelo.  Segundo o professor Robert Jervis, no seu livro Why Intelligence Fails,  a mente dificilmente presta atenção ao sinal amarelo antes do vermelho, sendo o responsável pela maioria das “ trombadas”  de gestão.  A mente é viciada e tende a enxergar somente padrões, ou seja o verde e vermelho, eliminando co campo de visão tudo o que não se encaixar neles.

O que ainda é uma realidade é que as pessoas tendem a se concentrar no que está presente, quando a resposta está no que está ausente. Por isto é comum afirmar, que empreendedores de grande valor são aqueles que enxergam “ depois da curva”. Um sinal vermelho não aparece repentinamente. Ele é precedido de muitos alertas do sinal amarelo.

Portanto, a nossa mensagem é que contemplem o SINAL AMARELO.  Dê a ele a devida atenção em todas as ferramentas  da empresa.  Lembre que os erros fazem parte de uma organização e é preciso conviver com eles. Mas se der para evitar a maioria deles para evitar as trombadas, faça isto. O SINAL AMARELO SERÁ O SEU GRANDE ALIADO.


Começou a maratona em busca das metas. O primeiro desafio: o do tempo (parte 3)http://www.molter.com.br/blog.asp?post=30

Empresas que não definem ou são lenientes na definição e busca de metas  no tempo cometem um pecado capital para elas próprias, prováveis decepções para o seus acionistas e sobretudo, não ajudam em  nada no exercício primeiro da responsabilidade social.

Organizações que não  exigem uma entrega clara no tempo,  estimulam a proliferação de indivíduos perdidos e sem sentido de vida. A falta desta educação  estreita as possibilidades de sucesso de muitas famílias e descaminhos de muitos jovens entrantes no mercado de trabalho. Profissionais competentes não permanecem em empresas que não tenham seus objetivos e onde não sejam exigidos. Sabem muito bem que neste ambiente não existe possibilidade de crescer.

A busca de metas de metas deve ser um exercício contínuo. A segmentação do tempo incorporada pelas diferentes culturas,  e que no mundo ocidental têm o seu ponto forte a cada final do ano, não pode representar  para as empresas uma linha de corte. Certamente você  têm esta  sensação que permeia  as organizações e todos os níveis hierárquicos. A cada final de dezembro  é terminado um período, dando um pausa para um descanso. No novo ano é um novo recomeço.  Cá entre nós, as coisas não funcionam assim.

Para o dia a dia da gestão só existe um tempo: o presente. Independente do mês do ano a idéia de ruptura  deve ser banida. O passado é importante no acúmulo das experiências e referência para o estabelecimento de meta; o futuro está expresso na meta. Logo, o presente é o tempo de todos os tempos, e tudo em volta  são devaneios e perda de tempo para o exercício de uma gestão saudável.

Como tratar o valor do ponto comercial no cálculo de retorno do investimentohttp://www.molter.com.br/blog.asp?post=29

É comum empresários do segmento de varejo e franquia discutirem se o valor do ponto comercial deve fazer parte do cálculo da taxa de retorno de um investimento ou deve ser avaliado separadamente. Muitos consideram que o ponto comercial valorizará ao longo do tempo, logo não deve ser considerado na avaliação da viabilidade do negócio. Ocorre que quando não incluímos o ponto no cálculo, acabamos distorcendo a avaliação, podendo tomar uma decisão equivocada.

Vamos supor que estamos estudando abrir uma loja com as seguintes premissas:
Valor do ponto = R$ 300.000
Outros = R$ 450.000
Venda anual prevista = R$ 1.200.000
Resultado anual previsto = R$ 120.000
TMA (taxa mínima de atratividade) = 24% a.a.
Taxa de valorização do ponto comercial = 15% a.a.

Se no cálculo do retorno, o valor do ponto for desconsiderado, tem-se o seguinte:
R$ 120.000 (resultado anual) / R$ 450.000 (investimento) = 26,7%. Assim, conclui-se que o investimento é um bom negócio, afinal o retorno é maior que a TMA.

Agora, façamos o cálculo incluindo o valor do ponto. Primeiramente, precisa-se calcular a valorização do ponto: R$ 300.000 (ponto) x 15% = R$ 45.000.
Logo, (R$ 120.000 + R$ 45.000) / R$ 750.000 = 22%.
Conclui-se então que o investimento não é interessante, pois o retorno fica abaixo da TMA.

Fazendo-se este investimento então haverá uma perda de R$ 15.000 mesmo que haja a valorização esperada do ponto.

Atualmente, a energia dedicada aos negócios para se obter um bom retorno é grande e os recursos são limitados. Precisamos assim, estudar muito bem o campo de batalha, além de calcular todos os riscos. Desta forma, teremos uma maior possibilidade de alcançarmos nossos objetivos e recompensarmos nosso esforço.

Começou a maratona em busca das metas. O primeiro desafio: o do tempo (parte 2)http://www.molter.com.br/blog.asp?post=28

É sabido que precisamos correr para transformar o tempo no aliado da nossa gestão.  O nosso dia a dia é caracterizado pela BUSCA.  É o elemento central que faz com que nos mantenhamos motivados, dando sentido a nossa vida e as nossas organizações. Estamos sempre a BUSCA de algo. Os personagens de filmes   reproduzem muito bem esta realidade. Os temas giram sempre em torno da busca do filho, do pai, da mãe, da família, de um novo relacionamento, o resgate de um bem, o tesouro ou de uma nova perspectiva. Na ficção esta busca termina quase sempre num final feliz “happy end”.

Nas nossas organizações a caminhada em busca dos objetivos não é diferente. Neste início de ano, quando estamos com toda a energia e baterias recarregadas, começa uma nova corrida, com motivações fortalecidas. Diferente dos filmes em que o personagem central invariavelmente conquista o seu intento, na vida real o objetivo usualmente não é plenamente alcançado. Os desvios deste caminho da busca no tempo definido é o elemento fundamental da gestão.

Você que está ao nosso lado sabe muito bem o quanto é importante ter incorporado uma boa metodologia e um ambiente organizado constituído para tratar do que ainda falta para alcançar a meta. Em suma, a diferença que neste início de ano já nos separa do objetivo há pouco estabelecido. Este domínio de lidar e fazer prontamente a correção e recuperação das diferenças não é nada simples para a maioria das organizações brasileiras.  A instituição primeira e sagrada da gestão é a META. Mas a sua consistência e valor só é materializada se for alcançada.  Se você investe menos tempo que o seu concorrente para resolver problemas, a sua vantagem estará assegurada. Ter meta, saber identificar qual é o problema e solucioná-lo em tempo hábil são vantagens competitivas interessantes de gestão.

Os descaminhos fazem parte do caminho em busca de tornar o tempo aliado de nossa gestão.  Pitadas de emoção são típicas de filmes e das empresas. É natural que produtores no seu papel carreguem muita emoção nas buscas, pois é um fator crítico do tamanho do sucesso do seu negócio. Via contraria das organizações, que precisam ter domínio do seu destino, com mínimo de emoção, que fica para celebração  final no momento de comemorar a meta alcançada