Molter e Associadoshttp://www.molter.com.brMolter e AssociadosDólar já passa de R$ 2, e anima a indústriahttp://www.molter.com.br/blog.asp?post=76

Com a tensão no cenário externo, agravada pelo tumultuado quadro político da Grécia, o dólar deu continuidade à valorização iniciada na segunda-feira e registrou ontem alta de 0,58%, rompendo a barreira dos R$ 2 pela primeira vez em quase três anos. E a indústria agradece. Até setores que usam insumos e componentes importados estão comemorando a apreciação da moeda americana, apesar do aumento de custos que se impõe no curto prazo, até que se façam negociações com os fornecedores nacionais.

Isso porque a concorrência com produtos manufaturados em outros países sufoca muito mais os negócios e, neste caso, não há como se adaptar ao cenário, trocando de fornecedor. É o caso, principalmente, de segmentos que competem com importados da Ásia, como os eletrônicos e itens de informática. “Nos patamares em que o dólar esteve nos últimos tempos, não era possível produzir no país de forma competitiva, nem mesmo usando os chips importados, porque ainda assim os bens finais ficavam mais caros do que os industrializados em países com maior vantagem cambial”, diz Antonio Motta, diretor geral da Texas Instruments para a América do Sul.

Na indústria química, cujos custos serão impactados pela alta do petróleo e outros insumos, vale a mesma lógica. “O problema não é com materiais, mas a competição com produtos finais. Se a matéria-prima subir, subirá para todos e cabe a cada um buscar eficiência”, diz Fernando Figueiredo, presidente da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química), que torce para que a divisa continue se valorizando. “Dólar a R$ 2 é bom, mas a R$ 2,20 é melhor.”

Por isso, nem mesmo a fase de maquinário importado mais em conta deixa saudade. “Até porque, equipamentos importados implicam maior complexidade de assistência técnica”, defende Joseph Couri, presidente do Simpi (Sindicato da Micro e Pequena Indústria de SP).

Embora seja uma notícia positiva para a maior parte dos setores industriais, a valorização ainda não é capaz de reverter a penetração de importados em setores mais tradicionais, como de têxteis, vestuário e calçados, avalia Rogério Cesar de Souza, economista do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial).

Para o consumidor, a pergunta que não quer calar é se haverá repasse da alta nos produtos finais. “No primeiro momento, deve haver aumento de preços. Se o dólar ficar neste patamar, como é provável, teremos substituição de importações”, diz o economista Ricardo Carneiro, professor e pesquisador da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Velozes e custosos

Quem está sofrendo mesmo com a alta do dólar são os revendedores de veículos importados. A participação deles no total de veículos comercializados no país, que variou entre 6% e 7% no ano passado, caiu para 4,87% em abril, de acordo com a Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores). “A desvalorização do real vem a se somar como fator de complicação para o nosso segmento, que já era onerado pela alíquota de importação (35%) e pelo IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de 30 pontos percentuais, sem falar no acesso ao crédito, que tem maior restrição para importados”, diz Ricardo Struntz, diretor financeiro da entidade. Além disso, o ciclo de importação leva entre 90 e 150 dias, dependendo da origem do carro. “Pior que a valorização é a volatilidade, pois encomendamos o veículo com a cotação a R$ 1,70 e vamos fazer a venda a R$2.”

Fonte: Jornal Brasil Econômico

 

Classe média emergente começa a sofisticar seus hábitos de consumohttp://www.molter.com.br/blog.asp?post=75

Mal debutou no mercado de consumo e a chamada classe média emergente, cuja renda mensal gira em torno dos R$ 1,6 mil, já se prepara para um importante salto qualitativo. Em 2004, quando começou a escalada na pirâmide social, conta bancária e cartão de crédito eram um sonho distante para mais de 70% da população brasileira. Hoje, o setor bancário e de seguros já faz campanha publicitária dirigida para a base da pirâmide. “Descobriram que pobre também compra seguros”, brinca um dos maiores especialistas do país em classe média emergente, o publicitário André Torreta, fundador da consultoria Ponte Estratégica.

Segundo ele, a ascensão do brasileiro da base da pirâmide está entrando numa segunda fase. A primeira, foi ingressar no mercado de consumo. “Agora é hora de sofisticar esse consumo”, diz. E exemplos dessa “sofisticação” não faltam. A pedido de uma empresa do setor financeiro, Torreta está desenvolvendo uma espécie de manual explicativo sobre programas de fidelidade, sistema de milhagem e fatura de cartão de crédito. “Se a gente, que tem boa formação, tem dificuldade em entender a fatura do cartão, imagine quem mal sabe ler e escrever”, diz o estrategista citando pesquisas recentes segundo as quais, pelo menos 70% da população brasileira apresenta algum grau de analfabetismo funcional – lê, mas não assimila a mensagem. “Esse consumidor está começando a receber educação financeira. O próximo passo é a educação alimentar”.

Onde está o Brasil

Para Torreta, as empresas demoraram um pouco a perceber que olhavam para o lado errado, quando o assunto era “nicho de mercado”. Afinal, apenas 20 milhões de brasileiros pertencem às classes A e B, os outros 90 milhões estão nas classes C, D e E. “Então onde está o nicho? Onde está o Brasil? Na Baixada Santista, na Baixada Fluminense, em Petrolina ou na Berrini”? A comunicação brasileira - veículos, agências e anunciantes — está bastante atrasada no diálogo com a base da pirâmide. “A última coisa que muda em um país, em uma sociedade, é sua propaganda. A propaganda não faz onda. Ela só aproveita a onda para surfar”, afirma citando o exemplo da televisão dos EUA. “Lá, propaganda é para todo mundo. O público é um só. O Brasil, há mais de 500 anos fala, apenas com as classes A e B”. Outro exemplo que vale a pena ser citado é o do México, cujo perfil econômico da população é mais parecido ao brasileiro. “No México, há um ministério do governo federal para cuidar da base da pirâmide e redes sociais especialmente voltadas para o analfabeto funcional. Isso dá uma idéia do nosso atraso”, afirma Torreta. A consultoria aberta por ele há 4 anos cresce uma média de 25% a 30% ao ano.

Fonte: Jornal Brasil Econômico

  

Valorização do dólar pode ter fôlego curto, dizem analistashttp://www.molter.com.br/blog.asp?post=74

O ciclo de alta do dólar, que encerrou a segunda semana de maio com valorização de 1,56%, valendo R$1,954 para a compra e R$ 1,956 para a venda, não deve perdurar por muito tempo, afirmaram especialistas ouvidos pela BBC.

Influenciada pelo mau humor dos mercados, em especial pelas incertezas sobre os rumos da economia europeia, a moeda americana subiu 0,2% na última sexta-feira, 12, atingindo sua quinta alta semanal consecutiva e acumulando valorização de, aproximadamente, 4,6% neste ano.

Embora não descartem a hipótese de que o dólar venha a ultrapassar a barreira dos R$ 2, é pouco provável que o governo não siga atento à valorização da divisa americana e lance mão de medidas, caso necessite interromper a trajetória de alta, preveem os analistas.

Eles acreditam, entretanto, que a moeda dos Estados Unidos oscile em torno da cotação atual, entre R$ 1,90 e R$ 2.

"Ainda não se pode garantir que a desvalorização do real seja permanente. Por ora, a alta do dólar é resultado de um conjunto de fatores, e não tem influenciado tão fortemente o preço dos bens de consumo a ponto de gerar inflação e demandar uma ação imediata do Banco Central", disse à BBC Brasil o ex-ministro da Fazenda e sócio da Tendências Consultoria Maílson da Nóbrega.

Entre tais fatores - que explicariam a valorização do dólar citada pelos economistas, estão a indefinição sobre o futuro da economia europeia, a queda no preço internacional das commodities, principalmente, as metálicas, e as políticas recentemente adotadas pelo governo brasileiro, desde a redução da taxa básica de juros, a Selic, até mecanismos de controle cambial.

"Com a escalada do temor sobre a crise da dívida grega e de outros países europeus, investidores de todo o mundo tendem a buscar um porto seguro, no caso, os Estados Unidos, e tirarem dinheiro de países emergentes, como o Brasil", afirmou Samy Dana, professor de economia da EAESP-FGV.

"Aqueles investidores que também apostavam nos juros elevados acabaram revendo suas posições. A desvalorização do câmbio é, portanto, um reflexo do posicionamento desses capitais, parte dos quais buscam a saída na medida que a rentabilidade cai", avalia Paulo Rabello de Castro, diretor-presidente da agência de classificação de risco SR Ratings.

"Por fim, além da queda no preço internacional das commodities, que traz menos dólares ao país, valorizando a moeda americana, há um elemento gerador de incertezas no discurso do governo, que, em sua cruzada por juros menores, dá sinais erráticos aos mercados com suas intervenções. Tudo isso impacta negativamente o câmbio", defende Maílson da Nóbrega.

Exportações

Para a equipe econômica do governo, a sensação é de que a alta do dólar, por enquanto, não representa motivo para preocupação. O real desvalorizado acaba por beneficiar as exportações de produtos brasileiros, tornando-os mais baratos e competitivos no mercado externo, como sinalizou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, na semana passada.

Com a valorização da moeda americana, o governo aproveita para atender o pleito do setor exportador, que vinha reclamando de seguidos prejuízos frente à concorrência internacional, especialmente de produtos chineses, avaliam os especialistas.

Por outro lado, embora incentive as exportações, ao ultrapassar a barreira dos R$ 2, a moeda americana pode elevar o preço de insumos importados, encarecendo a cadeia produtiva e impactando a inflação.

"Ainda assim, pesaria a favor do controle da inflação o preço menor das commodities no mercado internacional, o que equilibra a alta do dólar", diz Reginaldo Nogueira, coordenador do curso de Relações Internacionais do Ibmec.

Juros

Na semana passada, dados divulgados pelo IBGE indicaram que a inflação oficial, medida pelo IPCA, registrou alta de 0,64% em abril, taxa três vezes superior a de março, quando o índice subiu 0,21%.

No acumulado dos últimos 12 meses, entretanto, a inflação atingiu 5,1%, abaixo dos 5,24% relativos ao mesmo período imediatamente anterior.

Questionados se a alta do dólar poderá influenciar na condução da atual política monetária do Banco Central, diminuindo a capacidade de manobra para a redução dos juros, atual bandeira do governo de Dilma Rousseff, os analistas ouvidos pela BBC Brasil afirmaram que o mais provável é que a meta de juros de 8% ao ano continue sendo perseguida "custe o que custar".

"O governo dá sinais claros de que pretende incentivar o crescimento da economia brasileira através da demanda interna, com a redução da Selic, e, agora, da externa, com as exportações aumentadas pela valorização do dólar. A inflação, por ora, não parece ser objeto de análise", afirma Nogueira.

"Além disso, o efeito do câmbio na inflação não é imediato. O governo também possui instrumentos para regular o câmbio valorizado, caso o dólar suba muito. O volume das reservas internacionais, por exemplo, está num patamar historicamente alto, com mais de 350 bilhões de dólares. Se precisar, o governo vende dólares para desvalorizar a moeda americana", acrescenta.

"Por fim, mesmo na hipótese de o dólar continuar subindo, um eventual repasse de preços tende a ser, por ora, descartado, na medida que os estoques de produção ainda estão altos", diz Dana.

Fonte: BBC Brasil

  

Paul Smith planeja abrir lojas na Chinahttp://www.molter.com.br/blog.asp?post=73

A Paul Smith, grife inglesa usada por celebridades como David Beckham, George Clooney e Jude Law, deve ser a próxima marca de luxo a desembarcar em território chinês. A empresa está estudando a abertura de uma flagship de mais de 500 metros quadrados no centro de Xangai em dezembro. Além disso, a grife masculina deve abrir outros 24 pontos de venda no país. A Paul Smith vai encarar uma concorrência pesada no local, com marcas que já se instalaram no país, como a Michael Kors e a Burberry.

Até 2020, os negócios de luxo vão movimentar US$ 206 bilhões na China, três vezes mais do que foi registrado em 2010, de acordo com um estudo do Boston Consulting Group.

De acordo com Balbina Wong, diretora de negócios da ImagineX, este é um “bom momento para entrar na competição”. A ImagineX é uma empresa de distribuição e estratégia de negócios de moda que representa 20 marcas internacionais na Ásia. “Os consumidores chineses estão ficando cada vez mais sofisticados e exigentes, à medida que vão conhecendo melhor as marcas internacionais”, disse. A Paul Smith já tem lojas em Nova York e Hong Kong.

Fonte: Jornal Brasil Econ6omico (via Bloomberg)

  

Maquiagem: a nova investida de Louboutinhttp://www.molter.com.br/blog.asp?post=72

Criador dos calçados mais cobiçados do mundo, Christian Louboutin vai emprestar seu nome a uma linha de maquiagem. A nova empreitada do estilista terá como parceira a Batallure Beauty, baseada em Nova York, e deverá chegar às prateleiras já no ano que vem. A empresa ainda não confirmou onde os cosméticos serão comercializados. Os primeiros itens da linha de maquiagem de Louboutin tem como inspiração Nefertiti, deusa egípcia da beleza, de acordo com entrevista concedida pelo estilista à revista WWD.

A Batallure foi criada por Robin Burns, que já foi presidente da Estée Lauder EUA e das divisões de cosméticos das grifes Victorias Secret e Calvin Klein. Pela Batallure, Burns foi a responsável pelo desenvolvimento de linhas de perfumes e maquiagens para as grifes Marchesa, Express e Abercrombie and Fitch. Ela também trabalhou para varejistas como Macys e Sephora.

O anúncio da linha de maquiagem foi realizado na semana passada, em meio a uma série de celebrações que marcam os 20 anos da grife, como bailes de gala, presença maciça de Louboutin em eventos e abertura de lojas, além de uma caprichada exposição com uma retrospectiva de seu trabalho, em Londres. Nos últimos três anos, a marca abriu 54 unidades em todo o mundo, incluindo duas lojas no Brasil, que respondem hoje, por 50% de suas vendas globais. Neste ano, estão previstas a abertura de 14 novos pontos de venda, incluindo Chicago, Istambul, São Paulo e Osaka.

Longe do glamour das passarelas e das lojas exclusivas, o estilista levou suas criações para o ambiente sóbrio dos tribunais. Ele move uma ação contra a francesa Yves Saint Laurent, tentando proibi-la de comercializar calçados com solas vermelhas, até então uma característica exclusiva de Christian Louboutin.

Exposição em Londres

Desde 1o. de maio, o Design Museum de Londres exibe uma retrospectiva dos 20 anos de existência da grife de calçados. A mostra inclui uma seção voltada para modelos considerados fetichistas, desenhados para serem observados, mas jamais usados, por causa de seus saltos vertiginosos e que trazem algemas de aço no lugar das tiras nos tornozelos. A cenografia da exposição lembra o passado de Loubotin, que foi assistente de coreografia no Folies Bergeres de Paris. Ele era responsável pelo design dos calçados dos dançarinos. "Meu trabalho não é sobre conforto", disse Louboutin durante a abertura do evento. "Estou preocupado com o conforto, sei que é importante, mas não quero deixar transparecer esta característica no design", disse ele, que surgiu para o mundo da moda quando foi elogiado publicamente pela princesa Caroline de Mônaco, uma de suas primeiras clientes estreladas. Hoje, um par criado pelo francês Louboutin pode custar entre US$ 450 e US$ 6,5 mil (ou ainda mais, dependendo dos materiais empregados).

Fonte: Jornal Brasil Econômico (com Bloomberg e Reuters)

  

Semestre será um dos piores para a indústria, diz MDIChttp://www.molter.com.br/blog.asp?post=71

Rio de Janeiro - O primeiro semestre será um dos piores da história para a indústria brasileira, afirmou, nesta sexta-feira, o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Comércio e Indústria (MDIC), Alessandro Teixeira. "Falar em competitividade no cenário atual é difícil não só para o Brasil, mas para todos os países industrializados", disse Teixeira, citando a desaceleração do comércio exterior da China como uma preocupação geral. Teixeira participa do seminário Política Industrial no Século 21, no BNDES, no Rio de Janeiro.

Indagado sobre o efeito da recente disparada do dólar sobre o setor industrial, Teixeira disse que ela beneficiará vários segmentos, mas para aqueles que dependem da importação de insumos haverá certamente algum comprometimento da cadeia.

"Não existe câmbio de equilíbrio. Quem disser que há um câmbio de equilíbrio está mentindo", afirmou. "O câmbio bom depende do segmento". Para o secretário, a questão crucial para a indústria é a redução da volatilidade cambial, que permite ao setor privado se planejar para investir.

O executivo do MDIC citou setores que vinham sofrendo concorrência desleal de produtos importados, como calçados, confecções e cerâmica, como os que já têm sentido impactos positivos do dólar mais valorizado e melhorado sua competitividade.

Apesar do cenário global confuso e dos pífios resultados da indústria nacional, Teixeira diz que se mantém otimista em relação à evolução das exportações e da indústria. "Continuo afirmando que este deve ser um dos piores semestres que a indústria deverá ter com certeza. Mas, ainda assim, mesmo sendo um semestre difícil, porque é difícil para a indústria mundial, para a indústria brasileira, eu tenho sido muito otimista com os resultados que temos apresentado, no crescimento da indústria internamente, no crescimento das exportações".

Até o primeiro quadrimestre, as exportações nacionais cresceram 4,5%, o que seria um indicativo frente à projeção do MDIC de alta de 3,1% das vendas externas em 2012. A estimativa, entretanto, é muito inferior ao crescimento de 26% conseguido pelas exportações em 2012.

O cenário global explica a distância entre as previsões para os dois anos acredita Teixeira. "A grande diferença este ano é o problema da desaceleração da economia internacional".

Fonte: Exame

 

Magazine Luiza tem prejuízo de R$ 40,7 mi no trimestrehttp://www.molter.com.br/blog.asp?post=70

A Magazine Luiza teve prejuízo de R$ 40,7 milhões no primeiro trimestre deste ano, contra lucro líquido de R$ 12,3 milhões verificado um ano antes.

O resultado foi influenciado pelos "custos e despesas extraordinárias, bem como pelos créditos fiscais não aproveitados", apontou a empresa em seu demonstrativo financeiro.

Os custos e despesas extraordinárias totalizaram R$ 33,5 milhões entre janeiro e março deste ano.

Por sua vez, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) atingiu R$ 9,3 milhões, queda de 88,9% em relação aos três primeiros meses de 2011.

Além dos fatores já citados, o desempenho também foi pressionado pelo aumento nas provisões para perdas em crédito de liquidação duvidosa, que passaram de R$ 51 milhões no primeiro trimestre de 2011 para R$ 80,2 milhões no mesmo período deste ano.

A receita líquida, no entanto, aumentou 27,5% na base anual, para R$ 1,805 bilhão.

No conceito mesmas lojas (unidades abertas há mais de um ano), a Magazine Luiza cresceu 15,9% no primeiro trimestre.

Em março, a companhia possuía 730 lojas, sendo 623 lojas convencionais, 106 lojas virtuais e o site,

totalizando um aumento de 126 lojas, quando comparado ao mesmo período do ano anterior.

Somente nos três primeiros meses deste ano, a Magazine Luiza inaugurou sete lojas, sendo quatro convencionais no Nordeste e três virtuais no Paraná, e fechou outras cinco convencionais das recém adquiridas lojas do Baú.

Fonte: Jornal Brasil Econômico

 

Varejo fecha 1º trimestre com deflação de 0,07%http://www.molter.com.br/blog.asp?post=69

São Paulo - A inflação no comércio paulistano foi de 0,16% em março, de acordo com o Índice de Preços no Varejo (IPV), divulgado nesta segunda-feira pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Com o resultado de março, o IPV fechou o primeiro trimestre com variação negativa de 0,07%. Nos últimos 12 meses, a elevação foi de 3,19%. Em fevereiro havia sido registrada deflação de 0,51%.

A principal contribuição para o número final de março foi a elevação média de 0,54% nos preços de supermercados, um dos 21 grupos avaliados pelo IPV. Os principais aumentos, na maioria provocados por fatores climáticos, foram os de tubérculos (8,04%), frutas (6,36%), ovos (5,70%), pescados (3,05%) e aves (2,26%). Por conta de fatores sazonais (quaresma), carnes bovinas puxaram a lista de preços em queda, com -5,21%, seguidas por adoçantes (-4,66%), conservas (-1,12%) e carnes suínas (-0,34%).

De acordo com a FecomercioSP, os dados do IPV são coletados em cerca de 2 mil estabelecimentos comerciais no município de São Paulo. A amostra mensal é de aproximadamente 105 mil tomadas de preços.

Fonte: Exame

 

Inflação em queda é tendência globalhttp://www.molter.com.br/blog.asp?post=68

A inflação brasileira acumulada em 12 meses está em queda desde o quarto trimestre do ano passado, um fenômeno que se observou também em muitos países emergentes e desenvolvidos, mostrando uma tendência global de alívio da pressão sobre os preços. O nível mais baixo das cotações de commodities tem peso importante para explicar o movimento, também influenciado pela perda de fôlego da atividade econômica em diversos países, resultado de altas de juros promovidas especialmente na primeira metade de 2011.

No Brasil, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 12 meses caiu de 7,31% em setembro de 2011 para 5,24% em março deste ano, na China, a inflação em março ficou em 3,6%, depois de ter atingido 6,5% em meados do ano passado. Nos Estados Unidos, caiu de quase 4% em agosto e setembro para 2,7% em março, com o núcleo, que exclui energia e alimentos, em 2,3%. Segundo analistas, a maior parte da queda da inflação global nessa base de comparação já ocorreu - agora, a tendência é de maior equilíbrio entre a inflação e ritmo de crescimento como foco de preocupação dos BCs.

Os preços dos produtos primários subiram com força nos últimos meses de 2010 e nos primeiros de 2011, jogando a inflação para cima em muitos países, lembra o analista-sênior para a América Latina da Economist Intelligence Unit (EIU), Robert Wood. Naquele momento, a atividade econômica global estava mais forte e, como diz o economista Raphael Martello, da Tendências Consultoria, a chamada Primavera Árabe colaborou para pressionar os preços do petróleo.

Essa trajetória "contaminou" os índices de preços em 12 meses até o terceiro trimestre do ano passado em grande parte dos países, com alta de alimentos e de combustíveis. A partir do fim de 2011, contudo, o período de inflação mais salgada - grosso modo, de outubro de 2010 a abril do ano passado - começou a "deixar" as taxas acumuladas em 12 meses, afirma Wood. Do segundo trimestre de 2011 em diante, os preços de commodities ficaram mais comportados, o que, de acordo com Wood, "explica em grande parte a tendência" de perda de fôlego dos preços em muitos países nessa base de comparação.

"No entanto, também houve um aperto monetário em alguns mercados emergentes em 2011", reforça o economista da EIU. Isso contribuiu para controlar a inflação, ao ajudar a esfriar a atividade econômica. O Banco Central brasileiro, por exemplo, elevou os juros básicos entre janeiro e julho do ano passado, de 10,75% para 12,5% ao ano, além de ter adotado medidas para restringir o crédito. O BC chinês aumentou as taxas do fim de 2010 a meados de 2011, enquanto a autoridade monetária da Índia promoveu 12 altas dos juros. Até mesmo o Banco Central Europeu (BCE) elevou as taxas por duas vezes no ano passado, porque a inflação em 12 meses superava a meta, de até 2%, uma atitude fortemente criticada por vários analistas, já que a zona do euro já passava por uma complicadíssima crise da dívida e a atividade se mostrava anêmica em muitos países do bloco.

A partir do fim do terceiro trimestre do ano passado, a preocupação começou a mudar da inflação para o ritmo de crescimento. A crise europeia se agravou e a atividade econômica de muitos países, entre eles a China, começou a desacelerar. Foi nesse cenário que o BC brasileiro inverteu a mão da política monetária, passando a cortar a taxa Selic em agosto de 2011 - desde então, caiu de 12,5% para 9% ao ano.

No Brasil, a queda da inflação não foi maior por causa dos preços de serviços, que rodam na casa de 8% em 12 meses, em boa parte refletindo um mercado de trabalho ainda aquecido. Em compensação, a Petrobras não reajustou a gasolina com base na oscilação dos preços internacionais do petróleo, contendo esse foco de pressão inflacionária. Em países como os EUA, lembra o economista da EIU, o nível elevado das cotações do petróleo no começo do ano impediu um recuo mais acentuado da inflação ao consumidor em 12 meses.

Hoje, o maior risco inflacionário para a economia global é o petróleo, avalia Martello. A tensão no Oriente Médio, com o temor de que Israel ataque o Irã, mantém elevados os preços do produto, mesmo num quadro de mais equilíbrio entre a oferta e a procura. Um conflito, diz ele, poderia fazer os preços dispararem. Além do risco do petróleo, Wood considera que a abundância de liquidez internacional também pode provocar bolhas especulativas nos preços de ativos, citando como outra possível fonte de pressão inflacionária uma eventual recuperação mais forte da economia americana, o que hoje lhe parece improvável.

Para os próximos meses, Martello acredita que haverá mais equilíbrio entre as preocupações dos bancos centrais com inflação e crescimento, com os índices de preços mais tranquilos do que em 2011. A tendência seria de mais estabilidade dos juros do que de movimentos para cima ou para baixo, diz ele, destacando, porém, as diferenças entre as ações dos bancos centrais.

O BC da Colômbia, por exemplo, elevou os juros duas vezes neste ano, por causa da demanda doméstica forte, decidindo pela manutenção da taxa em 5,25% ao ano na reunião de segunda-feira. Já o BC brasileiro indicou que pode continuar a reduzir a Selic, enquanto o da Índia começou a afrouxar a política monetária na semana passada.

Fonte: Valor Econômico

 

Borracha prejudica resultado da Alpargatashttp://www.molter.com.br/blog.asp?post=67

A fabricante de calçados Alpargatas sofreu mais um trimestre com a pressão de custos da sua principal matéria-prima: a borracha. O resultado disso foi uma queda de 10,4% no lucro líquido, para R$ 78,2 milhões, apesar de um crescimento robusto em receita na comparação com um ano antes.

A receita líquida da empresa cresceu 17%, para R$ 648,9 milhões. "A base de comparação [primeiro trimestre de 2011] é bastante elevada. Por isso, consideramos o nosso desempenho forte", afirmou o presidente da companhia Márcio Utsch, em entrevista ao Valor.

A margem bruta da companhia recuou 2,4 pontos percentuais, para 44,3%. Houve impacto do aumento dos custos com mão de obra, mas o grande vilão foi, de novo, a borracha, commodity que vive um ciclo de alta desde meados da segunda metade do ano passado. "A alta volatilidade ainda continua neste trimestre [o segundo]", disse.

Diante disso, a companhia tem se empenhado em minimizar os efeitos dos altos preços da borracha em suas margens. "Desenvolvemos técnicas para fabricar o mesmo produto consumindo menos matéria-prima", diz Utsch. A empresa está investindo em novos equipamentos e focada no controle das suas despesas.

Segundo o executivo, alguns impactos dessas iniciativas já podem ser observados na evolução das margens bruta e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) da companhia em relação ao quarto trimestre de 2011, quando o patamar de preços do algodão esteve tão alto quanto nos primeiros meses do ano. Nessa comparação, a margem bruta cresceu 2,3 pontos percentuais, para 44,3%, e a Ebitda avançou 4 pontos percentuais, para 16,4%.

Para Utsch, esses números sinalizam que a Alpargatas tem sob controle a sua eficiência operacional, mesmo em condições mais adversas provocadas pela instabilidade de preços da borracha. E o aprendizado ficará para quando o ciclo de alta se reverter, salienta o executivo. "É como na época do apagão. Até hoje tem gente que aprendeu a trabalhar com luzes apagadas", compara.

Considerando apenas a operação da Alpargatas no mercado nacional, a receita alcançou R$ 462,6 milhões, em alta de 22,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Foram comercializados, no Brasil, 52,25 milhões de unidades de calçados, ou 10% a mais do que um ano antes.

Já no mercado internacional, onde a empresa tem se esforçado para ampliar sua operação, a receita cresceu 5%, para R$ 184 milhões, com a venda de 9,63 milhões de pares.

"Estamos nos preparando para a entrada em novos mercados", disse Utsch, preferindo não especificar os países. As exportações da companhia cresceram 24% no trimestre. No período, a empresa começou a venda da marca Dupé para Arábia Saudita, Ucrânia e Marrocos. Atualmente, a Alpargatas tem operação própria na Argentina, Estados Unidos e Europa.

Com redução do seu endividamento e aumento do caixa, a companhia encerrou março com posição financeira líquida em R$ 439,2 milhões, superior aos R$ 373,8 milhões de um ano antes. O saldo de caixa ao fim do trimestre era de R$ 680,7 milhões.

Fonte: Valor Econômico